FAQ

Perguntas Frequentes

A Geodinâmica é uma organização do novo setor “2.5” (o empreendedorismo social sustentável e lucrativo), ou seja, se situa entre a iniciativa privada e as ONGs, por ser uma empresa com fins sociais. Está dedicada  a auxiliar as redes municipais de ensino na implantação de política pública de educação ambiental exigida por Lei (Lei 9.795/99, regulamentada por decreto de 2002) para toda uma geração, a partir da produção de material paradidático personalizado focado na realidade local, livro de orientação e programa de capacitação de professores, acompanhamento e avaliação de resultados.

A Lei 9.795, de 1999, estabelece os parâmetros de política pública de educação ambiental. Em seu artigo 8º, exige e estipula as diretrizes obrigatórias para que as escolas contemplem conteúdos de educação ambiental, de forma a fornecer aos alunos informações sobre temas como reciclagem de materiais, preservação de recursos naturais e respeito ao meio ambiente durante aulas de Ciências, Geografia e História.

A Geodinâmica tem a missão de estimular a consciência local para o agir global de gerações inteiras de municípios, através da implantação de políticas públicas de educação ambiental. Seu propósito é fomentar o senso de cidadania ambiental dos estudantes, a partir da disseminação de imagens espaciais e informações locais, que permitam o aprendizado por meio do conhecimento e reconhecimento da realidade local do município onde vive o aluno (princípio de pertencimento).

A proposta da Geodinâmica está fundamentada no auxílio à implantação da Política Pública de Educação Ambiental nas redes de ensino, através do Programa MAPA. Sua metodologia baseia-se no desenvolvimento de livros paradidáticos para o professor e para o aluno com conteúdo que dialoga com sua realidade local (informações sobre clima, recursos naturais, biodiversidade, história, geografia, solo, sismologia, mercado de trabalho, atividades econômicas etc. do município, contextualizado nas informações sobre a realidade em escalas menores, como seu Estado, seu país, seu continente, a Terra, o Sistema Solar...). Os professores de Ciências, Geografia e História que farão parte do programa são treinados sobre sua aplicação e recebem acompanhamento dos formadores da Geodinâmica ao longo do ano letivo. O objetivo é atingir toda uma geração de estudantes, estimulando o protagonismo do aluno. Em outras palavras, o MAPA pretende fomentar o interesse pelo conhecimento através do contato do aluno com a realidade local, baseado no seu sentimento de pertencimento, e assim estimulá-lo a ter uma atitude protagonista quanto à sustentabilidade do planeta.

O MAPA é um programa de Educação Ambiental,  desenvolvido a fim de auxiliar a implantação da Política Pública de Educação Ambiental municipal, exigida por lei (Lei 9795/99).  Tem como princípios o encadeamento de ideias sugeridas por suas iniciais: Mundo, Ambiente, Pertencimento e Ação.

A sua proposta é a de definição e fortalecimento da identidade de um município, fomentando o interesse pelo conhecimento, despertando o afeto e o conseqüente exercício da cidadania. O material paradidático faz o tratamento, a abordagem local das informações primárias já existentes.

A metodologia do MAPA está estruturada em cinco pilares:

  1. Livro do aluno (Atlas),
  2. Livro do professor,
  3. Formação continuada de educadores,
  4. Acompanhamento à distância,
  5. Avaliação dos processos e dos resultados.

O Atlas é o principal instrumento do Programa MAPA, destinado ao aluno, que traz informações sobre a geografia, a história, os recursos naturais, a biodiversidade, o clima e as atividades econômicas do município onde o programa está implantado.

Cada Atlas é enriquecido com mapas, ilustrações e infográficos, gerados a partir de imagens por satélites ou por produção de artistas e infografistas reconhecidos pela qualidade de seus trabalhos. Cerca de metade do conteúdo do Atlas é regional, elaborado a partir de dados locais, atualizados e complementados com informações apuradas em entrevistas com especialistas de universidades e instituições que conhecem a realidade local.

Pesquisadores contextualizam os temas de acordo com a realidade da localidade que receberá o programa. Cada Atlas, com foco totalmente municipal, leva cerca de quatro meses para ficar pronto.

As temáticas são alinhadas com as orientações pedagógicas propostas pelo MEC e pela Secretaria de Educação do Município.

Atualmente, a Geodinâmica tem seu programa de educação ambiental implantado em quatro municípios brasileiros (Bebedouro, São Sebastião e Santana do Parnaíba, em São Paulo, e Campo Mourão, no Paraná). Em outros três municípios (Guarapuava e Castro, no Paraná e Guaíra, em São Paulo) existem programas em fase inicial de implantação.

Veja mais sobre cada um deles

O MAPA, programa de educação ambiental adaptado para o município, auxilia a autoridade local na implantação de política pública de educação ambiental na sua rede de ensino, atendendo às exigências da Lei 9.795/99, que estabelece os parâmetros dessa política pública de educação ambiental nas escolas. O principal benefício ao aluno é a compreensão da realidade mundial a partir da visualização da realidade local. Também estimula o senso de pertencimento do aluno e o exercício de sua cidadania. Cumpre seu papel social de maneira abrangente e alta qualidade, gerando impacto positivo e mobilizações incontestáveis na comunidade onde está implantado.

Principal item do Programa MAPA, o Atlas, produzido a partir do levantamento e tratamento de informações locais, funciona como instrumento eficiente para que professores de diversas disciplinas (principalmente Ciências, Geografia e História), dinamizem suas aulas, contemplem os conteúdos transversais de meio ambiente (a serem abordadas por mais de uma disciplina) previstos pelo MEC, otimizando o aproveitamento das aulas pelos alunos.

O resultado esperado é a mudança na forma como o conhecimento é transmitido. O resultado esperado é a mudança na forma como o conhecimento é tratado, não é apenas transmitido, mas vivenciado na prática o que leva a aprendizagem concreta e eficaz do aluno. A partir do momento em que o aluno percebe que pode compreender outras escalas de conhecimento a partir do entendimento de sua localidade, que é onde ele concentra mais afeto e afinidade, estará capacitado para ser um cidadão global. Esse é um dos principais objetivos do programa.
O MAPA tem sido muito bem avaliado nos municípios onde está implantado. Aliás, esse é um importante diferencial para os patrocinadores, sejam eles da iniciativa privada ou do setor público. É possível mensurar de forma objetiva os resultados, inclusive incluindo os dados no Balanço Social, por exemplo, da empresa.

Em Bebedouro, por exemplo, 83% dos professores envolvidos no programa dizem perceber o impacto significativo do Atlas no melhor aproveitamento dos alunos em sala de aula.

A totalidade deles (100%) classificou o material paradidático como bom ou excelente e relatou mudanças no modo de planejamento das aulas desde sua adoção. Além disso, 74% dos professores do município relataram a geração de trabalhos interdisciplinares desde a implantação do MAPA.dático como bom ou excelente e relatou mudanças no modo de planejamento das aulas desde sua adoção. Além disso, 74% dos professores do município relataram a geração de trabalhos interdisciplinares desde a implantação do MAPA.

O Programa é voltado para estudantes de 5 a 17 anos. A fase inicial, já implantada pela Geodinâmica, atende alunos de 11 a 14 anos. Já estão em desenvolvimento os programas para as outras faixas etárias – Ciclo I do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Sua implantação num determinado município pode ser patrocinada pela iniciativa privada, setor público ou mesmo por pessoas físicas interessadas em filantropia de resultados.

A oferta do programa para centros maiores pode gerar a demanda da rede particular de ensino pelo MAPA. A proposta não está vinculada ao ensino público ou privado, mas sim ao objetivo de atingir toda uma geração de estudantes, fomentando o protagonismo através do senso de pertencimento.

Já existem relatos da adequação e uso do Atlas por alunos do Ensino Fundamental I (antes dos 11 anos), Ensino Médio e até mesmo EJA (Educação de Jovens e Adultos). Os programas podem ser implantados para as faixas etárias mais velhas (adolescentes e adultos), com a adequação dos livros dos professores. Aliás, o versionamento para outras faixas etárias já está em fase de planejamento, como módulos Inicial – para Educação Infantil, Fundamental I (de 6 a 10 anos) - e Médio (de 15 a 17 anos).

Em 2012, será lançado o módulo FUND I, batizado de Primeiro MAPA, destinado a alunos de faixa etária inferior (06 a 10 anos). Neste caso com adequação de todos os materiais do programa, incluindo o Atlas e o livro do professor.

O Programa MAPA inicia 2011 atingindo cerca de 25.000 alunos nos municípios de São Sebastião, Santana do Parnaíba, Campo Mourão e Bebedouro (que, aliás, receberá neste ano a primeira reedição do Programa MAPA). Nesses municípios, o programa envolve 260 professores e 75 escolas.

Entretanto, chegará a mais três municípios: Guarapuava e Castro, no Paraná; e Guaíra, em São Paulo, para os quais estão em fase de edição os Atlas. Assim, nesses sete municípios, atingiremos 45.000 alunos, 400 professores e 150 escolas.

Não há a pretensão de que o MAPA substitua disciplinas do sistema regular de ensino. A proposta é aprimorar o processo de ensino, ao fornecer material paradidático e formação continuada de modo transdisciplinar e multisserial.

Com o MAPA, o professor é o autor e utiliza os materiais e técnicas para dinamizar suas aulas. O programa também é uma ferramenta importante e eficiente para que as escolas contemplem em sala de aula os conteúdos de educação ambiental exigidos pelos PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) de Meio Ambiente.

Nos municípios onde está implantado, o MAPA já é amplamente utilizado no HTPC (Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo), no qual os professores discutem e planejam suas aulas.

Hoje, para este modelo de trabalho, a Geodinâmica não tem conhecimento de nenhum concorrente no Brasil ou no exterior.

Os diferenciais inovadores do MAPA estão na oferta de um programa completo e alinhado com a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/99), que considera a realidade local dos alunos para contextualizá-los no cenário nacional e global, estimulando o senso de pertencimento para otimizar o processo educacional ambiental.

Os professores recebem atenção especial, pois são os autores responsáveis pela implantação eficaz do programa.

Indicados pelas secretarias municipais de Educação, os professores que fazem parte do Programa MAPA recebem um treinamento de 64 horas, divididas em quatro módulos de 16 horas cada.

O primeiro módulo acontece antes do início do trabalho, enquanto os demais são realizados ao longo do programa, em diferentes bimestres do ano letivo. Durante o treinamento, além da troca de experiências, o professor passa por uma imersão para conhecer o material, relata suas dificuldades e recebe orientações de técnicas e dinâmicas para aplicação eficiente em sala de aula e nas atividades fora dela.

O acompanhamento do dia-a-dia do MAPA é feito por meio da participação dos professores num grupo de discussão, coordenado pelo formador que realizou o trabalho junto aos professores do município.

A Geodinâmica procura, junto à secretaria de Educação do município, a validação da participação dos docentes no MAPA como crédito para os envolvidos.

O material usado no Programa MAPA não é sequencial, seu uso pelo aluno não se esgota em um ano letivo, por exemplo. É adotado o modelo multisserial e transdisciplinar. Ou seja, pode servir de base para desenvolvimento de aulas de várias disciplinas e em diferentes séries. Mesmo assim, o material (livros) tem durabilidade prevista de dois a três anos, seguindo especificações do próprio INMETRO. No município de Bebedouro, pioneiro na implantação do MAPA, em 2011 começa a reedição do programa local.

O Atlas considera algumas informações fundamentais para a customização do material: imagens de satélite; mapas; zoom bairro a bairro; cultura; clima; história; cartografia; emprego e trabalho; atividades econômicas; geografia médica (endemias); mapa do município e dos arredores; relevo e sismologia; recursos hídricos; entre outros.

O uso da tecnologia na educação é uma tendência, mas ainda não é uma realidade no Brasil, especialmente no ensino público de municípios menores. Em alguns municípios onde o MAPA está implantado, foi preciso preparar os professores para o uso da informática durante os grupos de discussão.

Um dos diferenciais do programa está nas sugestões de dinâmicas e atividades fora de salas de aula. Os chamados “trabalhos de campo” merecem um módulo específico na formação dos professores.

A Geodinâmica pretende lançar uma versão digital do Atlas, que possa contar com participação e interação com os alunos na geração de conteúdo.

Os grupos de discussão e os treinamentos com os professores são os melhores termômetros da aplicação do programa num determinado município.

Esses contatos permitem descobrir quais resultados o programa está gerando e como o município está desenvolvendo iniciativas autônomas de aplicação do conteúdo aprendido, que muitas vezes extrapolam as salas de aula e o público dos alunos.

Em Bebedouro, por exemplo, o município promoveu uma noite de observação astronômica, com participação de professores e pais, em função de tema do MAPA abordado em sala de aula. Detalhe: todas as luzes da região onde a atividade foi realizada foram apagadas!

A Geodinâmica avalia os impactos de seu programa pelo aumento do nível de conhecimento dos professores que o empregam, uma vez que que o foco é aprimorar os processos de ensino (e, assim, indiretamente, aprimorar os processos de aprendizagem dos alunos). O Programa MAPA utiliza uma série variada de registros de trabalho ao longo das formações enquanto modalidades de avaliação de processo de aprendizagem docente (avaliação formativa). Além disso, atualmente, são avaliadas as ações que os professores realizam em suas escolas com os seus alunos por meio de relatos (gerando cases). Está em elaboração um instrumento avaliativo - PROVA MAPA - onde os professores farão uma avaliação de seus conhecimentos (especialmente os locais) antes e após um ano de uso da metodologia e dos materiais. O instrumento será aplicado antes do inicio do programa (diagnóstico inicial) e será reaplicado (adaptado) ao final do programa (diagnóstico final).

A Geodinâmica atua exclusivamente no auxilio a implantação de política pública de educação ambiental nas redes municipais de ensino.

As outras atividades, tais como desenvolvimento e comercialização de mapas turísticos ou de empresas/entidades (estes últimos feitos por encomenda), são desenvolvidas pela Vistadivina, empresa do grupo.

Geodinâmica é a ciência que estuda os movimentos da Terra, sejam eles internos ou externos. Um dos principais fatores externos de alteração do planeta é justamente o homem. Assim, esse nome foi escolhido pela associação com o propósito da organização: explicar os movimentos da Terra, o dinamismo da história, bem como mostrar a posição de protagonista do homem, agente desse processo e forte influenciador neste contexto.

A Vistadivina é uma empresa do grupo, criada em 1999, quando os Estados Unidos liberaram imagens de satélite em alta definição para uso civil.

Atualmente, a Vistadivina formata mapas atualizados de 14 regiões brasileiras de forte apelo turístico, comercializados em mais de 300 pontos de venda.

A empresa também atende a demandas de empresas e entidades, que solicitam mapas (em diferentes plataformas), atualizados, de determinadas operações que podem ser espacializadas.

A Geodinâmica nasceu a partir da demanda de escolas pelos mapas regionais atualizados, produzidos e comercializados pela Vistadivina.

Hoje, as atividades desenvolvidas por ambas estão divididas e independentes: a Vistadivina produz e comercializa mapas de regiões turísticas ou encomendados por empresas e entidades; a Geodinâmica se dedica ao desenvolvimento e implantação do Programa MAPA.

Embora tenham o mesmo corpo diretivo, suas equipes são distintas.

O grupo possui hoje 15 funcionários. Além disso, mantém uma equipe externa de 12 colaboradores, entre eles alguns dos principais infografistas brasileiros, reconhecidos internacionalmente - que são contratados para cada novo Atlas. Incluindo os Formadores certificados, o número global ultrapassa 40.

Além dos funcionários e colaboradores fixos, a Geodinâmica trabalha com uma equipe de cerca de 50 pessoas, que são as fontes na geração de conteúdo para os Atlas. Estes profissionais são oriundos de cerca de dez universidades ou instituições renomadas, tais como USP e Unicamp.

O conteúdo gerado por essas fontes é personalizadocom a complementação das informações trazidas pelos agentes locais, do próprio município, entrevistados a cada novo Programa MAPA.

Para 2012 - além de manter os quatro municípios onde já atua e em que já desenvolvimento do Atlas -, a Geodinâmica tem planejado um crescimento de 100% de suas operações. A capacidade, no entanto, é de triplicar o tamanho da operação. Já existe uma estratégia montada caso haja crescimento acima do projetado.

Para a elaboração e formatação do programa, contamos com a parceria de consultores de universidades e instituições renomadas.

Na contratação e implantação do MAPA, podemos contar com a parceria de pessoas físicas interessadas na filantropia de resultados, ou de empresas, que patrocinam a implantação do programa num determinado município ou ainda como contrapartida prevista em Lei. A contratação também pode ser feita diretamente pela secretaria municipal de Educação. É importante ressaltar que a secretaria deverá sempre ser envolvida, mesmo quando o custeio do programa é feito pela iniciativa privada. Afinal, é na rede pública que está prioritariamente o público do MAPA.

O MAPA pode ser encomendado diretamente pelo poder público, através da secretaria municipal de Educação local, e é elegível para o uso de verba do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

As empresas – como construtoras ou fábricas, por exemplo - podem contratar o MAPA como forma de contrapartida ambiental obrigatória, prevista em Lei ou ainda como contrapartida por investimento tomado (linhas de crédito ou empréstimos do BNDES, por exemplo).

A iniciativa privada também pode custear o programa espontaneamente, como estratégia de relacionamento com um determinado município.

Há ainda a possibilidade de contratação do MAPA por conta da filantropia de resultados, que acontece quando o contratante é pessoa física ou jurídica e simplesmente aposta nos resultados do aprimoramento do processo educacional, mesmo que não tenha intenção de figurar como patrocinador do programa.

Primeiramente, devemos ressaltar que as secretarias municipais de Educação têm de atender às exigências da Lei 9.795/99, que estabelece os parâmetros da Política Nacional de Educação Ambiental. A Lei exige a contemplação de temas de preservação de recursos naturais e respeito ao meio ambiente em sala de aula – e o MAPA é uma forma de atendê-los de forma completa. Além disso, a implantação do MAPA traz ganhos incontestáveis para o processo educacional. Ferramenta personalizada que complementa as aulas de Ciências, História e Geografia, o Atlas é referendado por praticamente a totalidade dos professores que o utilizam. Eles confirmam a excelente qualidade do material e a geração de impactos positivos na aprendizagem dos alunos.

A Secretaria Municipal de Educação pode contratar diretamente a Geodinâmica para levar o Programa MAPA a toda uma geração de estudantes – de 11 a 14 anos - do segundo ciclo do Ensino Fundamental. A contratação pode ser feita com recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

A empresa que patrocina a implantação do MAPA num município com a qual tenha algum tipo de ligação ou vínculo tem retorno garantido.

Primeiro porque proporciona à empresa o estabelecimento de uma conexão mais profunda com o município, o poder público local e os principais formadores de opinião.

Além de deixar um legado para o município pela elaboração de uma publicação local, específica, ao patrocinar o programa, a empresa estará expondo sua marca de forma positiva em alguns momentos estratégicos: trabalho de pesquisa das informações regionais junto aos agentes do município; eventos de lançamento e conclusão do programa e interlocução com a Secretaria Municipal de Educação, durante a formação dos professores.

Além disso, os resultados consistentes de abrangência e impacto obtidos podem ser lançados no balanço social da empresa patrocinadora, por meio da indicação do aumento do número de alunos que o programa abrange e pelo nível de conhecimento dos professores antes e após a implantação do MAPA.

A empresa pode patrocinar a implantação do MAPA como contrapartida ambiental obrigatória ou por tomada de investimentos, ou ainda de forma espontânea, para relacionamento com o município. Após a contratação, receberá todo o apoio da Geodinâmica para a viabilização do programa no município escolhido. Quando é assinado um contrato, a Geo ampara o relacionamento da empresa contratante com as autoridades do município escolhido. A Geodinâmica também é responsável pela negociação com a secretaria municipal de Educação, buscando aprovação e parceria para a implantação do programa na rede pública.

Da mesma forma, o Atlas é editado e a Geo gerencia toda a implantação e gestão do programa junto ao corpo docente local, prestando conta de cada etapa realizada do trabalho ao patrocinador.

Os fatores que determinam os custos do programa são: região do país em que está localizado o município; porte do município; número de alunos atendidos; número de professores treinados e tempo de acompanhamento do programa (variável entre um a dois anos).

Os Atlas municipais são uma realidade na França desde o século XIX para o planejamento territorial. Mas para uso em educação formal, como instrumento a um conjunto de ações, a Geodinâmica não tem notícia de nenhum outro projeto de educação regionalizado nos moldes do MAPA, tanto no Brasil quanto no exterior.

O formato do modelo MAPA é aplicável a municípios fora do Brasil e também a regiões brasileiras com características em comum, que possam ser abordadas como unidade.

O Atlas é parte integrante de um programa de educação ambiental completo, que tem como elementos indispensáveis a preparação do professor, o uso do material como instrumento dinamizador das aulas de várias disciplinas e o acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem. Sua venda isolada no varejo não pode ser feita, pois  descaracterizaria o Programa MAPA.

O MAPA é muito bem conceituado nos municípios onde é implantado. Ao final do ano letivo, os professores participam de uma avaliação, que verifica e comprova o seu impacto positivo em sala de aula.

Na avaliação realizada no final de 2010 em Bebedouro (Interior de São Paulo), primeiro município a adotar o MAPA, todos os professores participantes classificaram o material paradidático como excelente ou bom.

Além disso, 83,3% dos professores confirmaram que o Atlas alterou significativamente o aprendizado dos alunos, tornando-o mais interessante. Outros 74,1% relataram utilizar o conteúdo do material para trabalhos escolares interdisciplinares.

Mais de 70% dos professores entrevistados garantiram ainda que o Atlas trouxe mais inovação e entusiasmo às aulas, elevando o nível de envolvimento dos alunos com os temas abordados e aprimorando os recursos didáticos em sala de aula.

Para 56% deles, os alunos passaram a conhecer e a valorizar mais a cidade, sentiram orgulho do município e se preocuparam mais em preservar o meio ambiente e os recursos naturais locais a partir da implantação do MAPA.

Vinicius Saraceni, diretor geral da Geodinâmica, é o fundador da Vistadivina e da Geodinâmica. Além de empreendedor, é entusiasta do sensoriamento remoto e das tecnologias digitais aplicadas ao dia-a-dia das pessoas. Estudou arquitetura, empreendedorismo, psicodinâmica aplicada em negócios e realizou diversos cursos na área editorial.

Felipe Seibel, diretor de conteúdo da organização, é jornalista formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com MBA em jornalismo econômico pela Fundação Instituto de Administração (FIA) e curso de gestão de projetos editoriais pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Tem experiência de mais de dez anos em redação de grandes veículos de comunicação, como  Rádio Eldorado e Editora Abril (Guias 4 Rodas e Revista Exame). Na Exame, participou da concepção de dois novos títulos, que fazem parte das publicações do núcleo: Anuário Exame de Infraestrutura e Anuário Exame de Agronegócio.

Sueli Furlan, coordenadora de conteúdo da Geodinâmica, é  bacharel em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). Concluiu o mestrado e o doutorado em Geografia física pelo Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (FFLCH-USP). Atualmente, é professora assistente do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo e credenciada no Programa de Ciência Ambiental (Procam-USP). Também é conselheira do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) e Coordenadora do Núcleo de Apoio à Pesquisa sobre Populações Humanas em Áreas Úmidas Brasileiras (NUPAUB-USP). Desenvolve pesquisas socioambientais, com ênfase em Geografia física e Geografia cultural, atuando principalmente nos seguintes temas: paisagem e meio ambiente, conservação ambiental, biogeografia, educação, políticas públicas e florestas tropicais. Coordenou a elaboração do Plano Diretor do Município de Ilhabela e do Plano de Manejo do Parque Estadual de Intervales, projetos de cooperação científica interinstitucional. É a responsável pela concepção geral do Programa MAPA e co-autora do Livro do Professor.

Cosme Marins, coordenador executivo da Geodinâmica, é bacharel em História pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Educação pela mesma instituição, com a dissertação “Mosaico da identidade nacional: as representações do Brasil entre alunos de uma escola pública”. Está concluindo os cursos de especialização em Design Instrucional pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei), e de Planejamento, implementação e gestão de cursos a distância, pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Ministra aulas de História desde 1995, nas redes pública e privada. Atua desde 2001 em cursos de formação de profissionais da educação. Atualmente, é professor das redes oficiais paulista e paulistana e presta assessoria pedagógica ao Programa Paraná Alfabetizado.

Julia Pinheiro Andrade, diretora pedagógica, é geógrafa pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Educação pela mesma Universidade, com a dissertação “Cidade Cantada: Experiência Estética e Educação”. Suas áreas de atuação são: Metodologia do ensino de geografia; Geografia cultural, urbana e econômica; Formação continuada de professores; e Fundamentos e sociologia da educação. É a coordenadora pedagógica do Programa MAPA e co-autora do Livro do Professor. Presta assessoria na área de geografia para a Escola Castanheiras e possui ampla experiência em formação de professores.

Célia Senna, coordenadora pedagógica, bacharel e licenciada em Ciências Biológicas, mestre em Ciências Biológicas e doutora em Biologia Molecular pela Universidade de Brasília. Mais de 20 anos de experiência em docência. Consultora Ad doc para a área de BIOLOGIA e Avaliadora Institucional INEP/MEC. Responsável pelo desenvolvimento de Projetos na área de Ciências para crianças de 3 a 14 anos e Assessora e Coordenadora de área, responsável pela área de Ciências no Projeto “Programa Mundial Microsoft de Escolas Inovadoras”. Coordenadora pedagógica do Instituto Lumiar. Credenciada pela SME/SP para trabalhar na implementação do Programa Orientação Curricular e Proposição de Expectativas de Aprendizagem para os Ciclos I e II do Ensino Fundamental.

É chamado de senso de pertencimento o sentimento de orgulho que os estudantes passam a desenvolver por sua terra, a partir do conhecimento de sua história e potencialidades. Esse sentimento de orgulho desperta no estudante o desejo de aprender mais e agir em prol do desenvolvimento e progresso de seu município, de sua comunidade e de si mesmo, cidadão desse município, fomentando o exercício de sua cidadania.

A Geodinâmica iniciou suas atividades em 2007, por conta da demanda de escolas pelos mapas com abordagem (“zoom”) local, gerados a partir de imagens por satélite e comercializados pela Vistadivina, empresa do grupo.

Os profissionais da companhia procuraram as escolas – entre elas, as mais conceituadas de São Paulo -, a fim de saber o que as motivava a comprar os mapas editados pela Vistadivina. Foi informado que a inexistência de materiais que tratassem de realidades em uma escala menor, local, era a principal razão das compras. Assim, percebeu-se que a mesma relação de proximidade, emotividade e pertencimento, que impulsionava o público em geral a comprar os mapas da Vistadivina, também poderia ser motivação eficiente no processo de aprendizagem dos estudantes.

No final de 2008 foi lançado o primeiro Programa MAPA, no município paulista de Bebedouro, sob patrocínio da empresa BASF e em parceria com a Fundação Espaço ECO.

Um dos desafios para o futuro é criar ferramentas para uma avaliação ainda mais objetiva e completa dos resultados gerados em um município.

 

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